Índice Big Mac em 2019

Infographic: Burgernomics: The Price of a Big Mac in Global Comparison | StatistaO Índice Big Mac (do inglês, “Big Mac Index”), foi criado pela revista The Economist, em 1986, e funciona para comparar os valores do sanduíche Big Mac, vendido pela rede de fast-food McDonald’s, que pode ser encontrado em praticamente todos os países do mundo, assim como o cassino online. Mesmo que de forma simplificada e informal, esse índice funciona como um indicativo de como está a Paridade do Poder de Compra (PPC) nos países onde o Big Mac é comercializado.

Para que seja feita essa comparação, a The Economist usa como base o valor médio pelo qual o Big Mac é vendido nos Estados Unidos, e o compara com o valor, convertido para dólar, em que o sanduíche é comercializado nos outros países. A partir de então, é possível calcular o câmbio entre as duas nações, caso este seja menor do que o operado oficialmente, significa que a moeda está desvalorizada perante ao dólar. Na situação contrária, a análise obtida é de que uma moeda está valorizada em relação ao dólar.

Análise dos resultados do índice em 2019

De acordo com os dados coletados no início de 2019, o preço do Bic Mac nos Estados Unidos era de aproximadamente US$ 5,58. Entre todos os países analisados pelo Índice Big Mac, apenas três deles apresentaram um valor mais alto pelo sanduíche do que os Estados Unidos, após a conversão de suas respectivas moedas para o dólar. Foram eles, a Suíça, com o valor de US$ 6,55, a Noruega, onde o sanduíche custa US$ 5,95, e a Suécia, na qual o Big Mac pode ser comprado por US$ 5,74.

Na sequência, já abaixo dos Estados Unidos, estão o Canadá, onde o valor é de aproximadamente US$ 5,25, e o grupo de países da União Europeia que fazem uso do euro, nos quais o valor do sanduíche custa, em média, US$ 4,64. Isso significa que esses países estão com as suas moedas bastante valorizadas, ao menos segundo os parâmetros simplificados desse índice.

Em contrapartida, os cinco países que apresentaram o Big Mac com o custo mais baixo, o que indica uma alta subvalorização da moeda nacional, foram Malásia, Argentina, Turquia, Ucrânia e Rússia. Na Rússia, o valor do sanduíche é de aproximadamente 120 rublos russos, o que quando convertido, vale pouco menos de US$ 2. Segundo informações da revista The Economist, a moeda russa está sofrendo um processo de desvalorização contínua nos últimos anos.

Índice Big Mac no Brasil

Os dados de 2019 destacam que o valor do Big Mac no Brasil é de R$16,90, o que em dólares, respeitando a cotação do período em que esse levantamento foi feito, era de aproximadamente US$ 4,33. Isso significa que existe uma subvalorização de 18,5%, em comparação com a moeda norte-americana, mas ainda assim, o valor do Big Mac é mais alto no Brasil do que entre os demais países emergentes.

Na comparação com os demais países que fazem parte dos Brics, por exemplo, o Brasil está a frente, pois enquanto a Rússia ocupa a última posição, com o sanduíche mais barato, na China, o Big Mac custa cerca de US$ 3,04, na Índia o valor é de US$ 2,42, e na África do Sul o preço corresponde a US$ 2,24.

O que isso significa na prática para os brasileiros?

Estar com o real mais valorizado em relação a várias outras moedas é algo que apresenta vantagens e desvantagens. Entre os fatores positivos, essa questão é conveniente para quem irá viajar ao exterior. Enquanto os preços na Europa e nos Estados Unidos, tradicionalmente mais caros, se tornam um pouco mais acessíveis para a poder de compra dos brasileiros, em países como Argentina e África do Sul o valor real chega a impressionar, sendo possível realizar refeições e passeios por preços realmente atrativos.

As desvantagens, por sua vez, são sentidas em esfera macro. As empresas brasileiras que exportam para o exterior se tornam menos competitivas, pois o real valorizado não faz com que apenas o Big Mac vendido no país seja mais caro, mas também todos os produtos produzidos em solo nacional, desde café, soja e milho, até os aviões da Embraer e o petróleo extraído no Brasil.

No caso do barril de petróleo e dos aviões da Embraer, apesar de terem seus preços cotados em dólar, os salários dos funcionários e praticamente toda a operação das empresas é feito em real. Sendo assim, quando os dólares convertidos rendem menos valor em real do que acontecia antes, a manutenção de uma empresa em funcionamento fica mais cara e toda a produção também se torna mais onerosa.

← Tabaco: sempre vilão? Caça-níquel Break Da Bank Again Respin está chegando em breve →